sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Canetas Emagrecedoras: o que diz a ciência, como funcionam e por que exigem acompanhamento médico

Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam grande popularidade no tratamento da obesidade. Medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida têm apresentado resultados significativos, apoiados por estudos clínicos robustos. Porém, é fundamental entender seus mecanismos, efeitos colaterais, interações e a importância do acompanhamento profissional para garantir o uso seguro.


O que são as canetas emagrecedoras?

As canetas emagrecedoras são medicamentos de aplicação subcutânea utilizados para tratar obesidade e sobrepeso associado a doenças como pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão e resistência à insulina.


Como funcionam segundo a ciência?

Estudos clínicos como SCALE, STEP e SURMOUNT demonstram que os agonistas de GLP-1 atuam em diversos sistemas fisiológicos:

1. Redução da fome e aumento da saciedade

2. Retardo do esvaziamento gástrico

3. Melhora da sensibilidade à insulina


Resultados clínicos médios:

• Liraglutida: 6% a 8% de redução do peso corporal

• Semaglutida: 10% a 18%

• Tirzepatida: 15% a 22%


Efeitos colaterais:

• Náuseas

• Vômitos

• Constipação

• Refluxo

• Hipoglicemia (em diabéticos)

• Pancreatite (raro)

Interações Medicamentosas:

• Insulina e antidiabéticos orais

• AINEs

• Antibióticos

• Antidepressivos


A importância do acompanhamento médico e farmacêutico:

O uso de canetas emagrecedoras é um tratamento médico. O acompanhamento é essencial para avaliar contraindicações, ajustar dosagem, monitorar efeitos colaterais e garantir perda de peso saudável.


Referências:

1. Wadden, T. A. et al. STEP Clinical Trials, 2021.

2. Pi-Sunyer, X. et al. NEJM, 2015.

3. Jastreboff, A. M. et al. SURMOUNT-1, NEJM, 2022.

4. American Diabetes Association. Standards of Care, 2023.

5. Davies, M. et al. The Lancet, 2021.

6. Garvey, W. T. et al. Obesity Journal, 2018.

7. Wilding, J. P. H. et al. NEJM, 2021.

8. Brazilian Society of Endocrinology, 2022.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Suplementação com Polivitamínico A-Z

  O Polivitamínico A-Z não tem uma data de criação, os primeiros surgiram ao longo do século XX conforme os cientistas avançaram nos estudos verificando a importância das vitaminas em nosso organismo, avanço da ciência nutricional que observou a importância das vitaminas e minerais para nossa saúde.

O Polivitamínico A-Z começou a ser indicado para pessoas com deficiência nutricional seja ela por motivo de doença, prática de esportes, uso de medicamentos que atrapalham a absorção das vitaminas em nosso organismo ou até mesmo por uma má alimentação e não conseguir ingerir todas as vitaminas necessárias no dia a dia para nosso organismo.

Os polivitamínicos de A-Z contém vitamina C, vitamina A, vitaminas do complexo B, vitamina D e muitos contêm minerais essenciais para uma qualidade de vida melhor.

 Indicações

 São indicados para suplementação ajudando a manter os níveis de vitamina no organismo adequados e assim melhorando o funcionamento do nosso corpo com uma boa qualidade de vida e saúde.

  • Baixa ingestão de vitaminas: No caso da pessoa que não consegue manter um nível de alimentação com as vitaminas necessáriass para um bom funcionamento do nosso sistema fisiológico.
  • Baixa absorção: Em casos de pessoas que tem uma deficiência na absorção de vitaminas no organismo como doença, cirurgia bariátrica e problema no intestino.
  • Aumento nas necessidades nutricionais: Quando o organismo precisa de um quantidade maior de vitamina pelo organismo, como mulheres grávidas, na infância, pessoas idosas ou praticantes de esportes.

Lembrando que cada suplementação é adequada para cada pessoa, mulher, homem, criança, idosos, atletas e sua alimentação.

 O Polivitamínico faz engordar?

 Não tem como um polivitamínico fazer uma pessoa engordar pois vitaminas e minerais não possuem calorias.

Vitaminas podem ajudar a abrir o apetite das pessoas assim como o complexo B, sendo assim a pessoa acaba comendo mais e ganhando peso, por este motivo é sempre bom estar associando de maneira adequada as vitaminas que estara tomando e praticar atividades físicas para auxiliar nesta ingestão de vitamina.

 Quando o polivitamínico não é indicado?

 Quando a pessoa tenha alergia a algum elemento da composição do mesmo, a pessoa que já utiliza de algum outro tipo de suplementação que contém as vitaminas assim podendo ocorrer hipervitaminose que é a intoxicação por excesso de vitamina, podendo causar dores de cabeça, náusea e vômitos.

 Possíveis efeitos colaterais 

 O consumo de polivitamínico sempre deve ser orientado por um profissional da área da saúde pois pode ter interações com algumas medicações e assim não ter seu efeito desejado. Algumas pessoas podem desenvolver problemas hepáticos, cardíacos, no sistema nervoso, pele e rins.

 Como tomar o polivitamínico 

 No mercado temos diversos tipos de polivitamínicos em formas de administrações diferentes como: comprimidos, cápsulas duras, cápsulas moles, em pó, em gomas, devemos seguir a orientação do fabricante ou de um profissional da saúde. 

Conclusão 

O polivitamínico dá um suporte à saúde assim melhorando o sistema imunológico, ósseo, muscular e mental, além disso, todo polivitamínico deve ser tomado sob orientação de um profissional da área da saúde assim tomando com segurança e reduzindo as chances de qualquer efeitos colaterais indesejados. E entender que nenhum polivitamínico promova a cura ou a melhora de qualquer doença que seja por este motivo ele não é indicado para tratar doenças e apenas para suporte na nutrição e manter os níveis normais de vitaminas em nosso organismo.

 

Referências:

  1. https://www.tuasaude.com/polivitaminico/
  2. https://www.scielo.br/j/csp/a/RZLbxy8Ngz8LnkFH6KyV7Wq/?format=pdf&lang=pt
  3. https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares 

 

terça-feira, 6 de maio de 2025

Medicamento de Referência, Genérico e Similar: Qual a Diferença?

 

Introdução

Quando você vai até a farmácia, provavelmente já ouviu falar dos medicamentos de referência, genéricos e similares. Mas você sabe a real diferença entre eles?

Essa é uma dúvida comum de muitos clientes, e é importante entender como esses medicamentos funcionam e como podem ser substituídos. Vamos esclarecer isso de forma simples e direta!

Medicamento de Referência

É o produto original, desenvolvido por um laboratório e aprovado pela Anvisa após muitos testes de eficácia, segurança e qualidade. Ele é a base para comparação com os genéricos e similares.

Exemplo: Tylenol® (paracetamol) é o medicamento de referência.

Medicamento Genérico

O medicamento genérico surgiu em 1999 no Brasil e tem o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica e indicação do medicamento de referência. A grande vantagem é que ele é mais barato, pois não carrega o nome de marca e não exige novos testes clínicos apenas precisa comprovar bioequivalência, ou seja, agir da mesma forma no organismo.

Características:
- Não possui nome de marca (ex: "paracetamol" em vez de "Tylenol")
- Sempre tem a tarja amarela com a letra G
- A embalagem destaca: “Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99”

Medicamento Similar

O similar também tem o mesmo princípio ativo do de referência, mas tem nome comercial, embalagem e formato diferentes. Ele também precisa passar por testes de bioequivalência (hoje em dia) e pode ser substituído pelo genérico ou referência, desde que tenha sido aprovado pela Anvisa.

Exemplo:
- Tylenol® (referência)
- Paracetamol (Genérico)
- Dorsanol® (Similar com princípio ativo idêntico)

Afinal, qual escolher?

Todos os três tipos são eficazes quando aprovados pela Anvisa, mas a escolha deve sempre ser orientada por um profissional farmacêutico ou médico. Em muitos casos, o genérico e o similar podem ser boas opções para economizar sem abrir mão da qualidade.

Conclusão

O mais importante é manter o tratamento corretamente e não trocar o medicamento por conta própria. Consulte sempre seu médico ou farmacêutico de confiança. Eles vão te orientar com segurança, explicando a diferença e te ajudando a escolher o melhor para a sua saúde e também para o seu bolso!

Fontes consultadas

- ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Portal do Ministério da Saúde

Canetas Emagrecedoras: o que diz a ciência, como funcionam e por que exigem acompanhamento médico

Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam grande popularidade no tratamento da obesidade. Medicamentos como semaglutida, ...